Nas manhãs inglórias de nossas
pérfidas vidas,
Vividas em um dia sem começo,
Um término sem desfecho.
Acordamos, acordamos e acordamos.
Falamos, falamos e falamos.
Sabemos, não sabemos, sabemos e
não sabemos.
Dormimos os sonhos dos errantes
vivos,
Sonhamos os sonhos destinados por
outrem,
Destinamos à vida um objetivo que
já foi destinado.
Sentimos o que era e o que não
era para sentir,
Fazemos o que era para ser feito,
sem fome e sem almejo;
Degradamos mais as coisas que,
por si, já eram degradadas.
No frio da imensa solidão azul,
O sol faz refletir o ponteiro do
grande relógio que não adoece nem pestaneja.
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