sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cultura da desconexão

Não é louco viver em um mundo onde "supostamente" todos estão superconectados e que, ao mesmo tempo, ninguém conversa com ninguém? As pessoas parecem que querem viver cada vez mais no casulo, têm medo do contato humano, do calor de um abraço, de olhar nos olhos dos outros e apenas sorrir.
o mundo está prolixo, mas, ao que parece, só no "Mundo online". "Offline" estamos mudos, inertes, desconexos, repetitivos, com excesso de informações que nunca se encontram para formar um diálogo saudável.
o que está acontecendo? Estamos utilizando a tecnologia ao inverso? A tendência é sempre fazermos mau uso das coisas que nos estão disponíveis?
com tanto Blog, rede social, aplicativos mil, câmeras e o caramba a mais, estamos perdidos em milhares de coisas que estão sem significação alguma. A pergunta é: não tendemos a querer explicar os outros e o mundo que nos cerca?
hoje, o que faz sucesso é a auto-descrição, o autorretrato, o "auto" tudo... O engraçado é que essa tal de cultura do "auto" nada mais é que a representação da necessidade cada vez maior do ser humano da aprovação e admiração alheia em sua vida. Vivemos na cultura dos fãs. Messo quem sou eu de acordo com as curtidas que tenho, de quantas pessoas me seguem, de quanto as pessoas curtem o que escrevo. Voltamos à cultura do espetáculo, talvez nunca tenhamos saído dela. Engraçado é que tudo se torna paradoxal. Tudo entra em conflito. Nada se faz presente. Como diz um querido escritor que admiro muito: "somos ausências ambulantes" (Marcos Beccari).
Por Ketilen Paes.

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