A vida nos inspira talvez menos
do que ela nos mata.
Mata lentamente o corpo,
Que no sufoco, nem percebe que
está desfalecendo...
Ele vai vivendo e mantendo as aparências.
Só que as aparências sempre
enganaram,
Não vai ser agora que elas
falarão a verdade, nem por um decreto!
Tá certo! Vai dizer que a vida é
legal.
Mas, quem nunca se sentiu um
anormal?
Caminhando pelas ruas sem
propósito,
Sem prestar atenção se é noite ou
dia.
Os olhos não enxergam a Poesia...
Na vaga concepção que temos de
mundo
Perguntamos-nos o que estamos
fazendo aqui.
Enquanto a mente divaga e sem a
resposta
Ela volta a dormir e a desfalecer
com o mesmo corpo
Que está morrendo lentamente,
Mas que nunca será morto.
Por Ketilen Paes.
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