quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É engraçado...


É engraçado. Você insiste em deixar seu cabelo um pouco maltratado, afinal o que seria da vida da cabeleireira (o) se as suas madeixas fossem sempre impecáveis?
Insistimos em levar nossos filhos para aprender na escola, porque lá é o único lugar em que ele poderá se desenvolver adequadamente. A mãe diz: Deus me livre se meu filho não tivesse um professor!
Jogam lixo no chão e dizem: assim o gari não vai ficar desempregado.
Continuamos assistindo filmes ruins, pode ser que seja uma má fase do cinema. Preciso prestigiar os grandes diretores, mentores de uma arte tão nobre...
O meu corpo só ficará saudável com a ajuda de um profissional de educação física, preciso urgente de uma academia!
Vou trocar meu celular novo, pois o meu já está ultrapassado, quase entrando no rol dos “tijolões”... Bem, vou doar o meu velho para quem precisa, assim reciclo e ainda estou praticando uma boa ação.
Então, por que não nos permitimos, por exemplo, ficarmos doentes para darmos aos médicos e enfermeiros o que fazer?
Que parte temos nisto tudo? Quais são os verdadeiros pensamentos que guiam nossas escolhas e, conseqüentemente, nossas vidas? Quais caminhos tomamos a fim de satisfazermos nossos desejos? Pensamos realmente nos outros?
Você não quer morrer para alimentar a indústria funerária, não é?



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